segunda-feira, 26 de março de 2012

Cenas de um Carnaval Olindense

A voz de Lenine ecoava pelo carnaval: ”Quanta ladeira, Olinda, quanta ladeira...”
E lá se foi Candinha, em disparada, abrindo caminho por entre os foliões, numa velocidade insuspeita para aquele corpo roliço e sua pequena estatura (1,53m). Desesperada, pelas ladeiras de Olinda, com as mãos na cabeça, gritando:"É chapinha!!! É chapinha!!!" Com meia dúzia de meninos, munidos de espingardas de água, em seu encalço, como índios querendo escalpo.
Seu inseparável salto alto não a ajudava em nada, nem sua única esperança de socorro, Paulo, seu novo namoradinho, que rolava ladeira abaixo de tanto rir.
Encurralada, o banho foi inevitável...
A música soava jocosa em seus ouvidos: “Quanta lameira, Candinha, quanta lameira...”
Assim como a chapinha, o novo e promissor namoro não resistiu a tão sério abalo causado pelo banho público.

PS: essa crônica é dedicada a Candinha, mão de playmobil. Baseada em um fato real.

Um comentário:

  1. E pior foi como ela chegou em casa, completamente enlameada e sem um pé do sapato(perdido na fuga).Muito bom, Kan!Beijo!

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